quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Dentes de leite

Há alguns dias eu estava brincando com Marley com a minha mão dentro da boca dele – uma das brincadeiras preferidas dele, só dele, diga-se de passagem. E aí eu percebi algo diferente: ele estava banguela. É isso aí, para quem não sabe, cachorro também troca o dente.

Ficou bem engraçado porque minha filha Radyja, de 6 anos, também está banguelinha e eu fiquei comparando os dois, fazendo brincadeiras. Só que no outro dia eu fui ver a boca de Marley e o dente já estava praticamente inteiro enquanto o da Radyja.... ixi.... nada....

Essa é a grande diferença entre os humanos e os cachorros e o motivo pelo qual muitas pessoas não sabem que o cachorro tem dente de leite (chamado de dente decíduo), que com o tempo cai, para que nasçam os permanentes.

Quando um dente cai, o outro praticamente já está no lugar. Todos os dias eu passei a observar a boca do Marley e diversas vezes vi dois dentinhos juntos, tanto que até consegui pegar um dentinho de leite do Marley!!! Que legal!!!

              Em destaque, o dente permanente nascendo atrás e empurrando o de leite

                                                 Dentinho permanente já nascendo...

                                                 Dentinho de leite que caiu...

Mas a minha obsessão por vigiar os dentinhos de leite do Marley não é apenas para tentar pegar algum dente. É importante vigiar a dentição do cachorro porque, assim como os humanos, ele pode ter problemas dentários.

No filhote de cão crescem 28 dentes de leite, constituídos por três incisivos, um canino e três pré-molares em cada lado da maxila e mandíbula.
  
Nascimento dos dentes de leite em cães
Dentes decíduos
Incisivos
3 a 4 semanas
Caninos
3 semanas
Pré Molares
4 a 12 semanas
Molares
Não há

Período das trocas dentárias  em cães
Dentes permanentes
Incisivos
3 a 5 meses
Caninos
4 a 6 meses
Pré Molares
4 a 6 meses
Molares
5 a 7 meses

Quando um dente permanente começa a nascer, o de leite deve ficar “mole” até cair. Às vezes, porém, a queda não acontece. O dente permanente pode nascer em lugar errado e ficar em má posição, já que como diz a antiga lei da física, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.

O problema, chamado de maloclusão, é mais frequente em cães de raças pequenas, como o Poodle, Yorkshire, Maltês, Schnauzer e Pinscher, mas aparece também em cães de grande porte e em gatos.

A maloclusão prejudica, no mínimo, a mastigação eficiente. Entre as conseqüências mais graves etsá o dente canino inferior permanente erupcionar pelo lado de dentro do dente de leite, próximo à língua, e atingir o céu da boca (palato), causando dor e até perfuração. Ou, então, o dente permanente canino da maxila erupcionar na frente do dente decíduo e ocupar o espaço do canino inferior, causando desgaste prematuro de ambos e até fratura, pelo contato dente com dente.


Dentes decíduos em cão (setas amarelas)


Nesses casos, deve-se procurar um veterinário para avaliar o caso, que pode ser resolvido com a exodontia do dente de leite, ou seja, a sua extração.

* Com informações da Revista Cães & Cia - nº 362 - julho 2009


                                                 




quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Marley, o destruidor

Quem leu ou assistiu “Marley e eu” com certeza riu ao imaginar as cenas em que o atrapalhado labrador destrói móveis, portas, arrasta cadeiras e come cordão. Eu também achei tudo muito engraçado, porém, essas cenas de destruição começaram a perder a graça quando o MEU Marley resolveu “encarnar” o astro do cinema.

                           

O primeiro prejuízo que eu me lembro foi quando cheguei no quarto, peguei o ferro de passar roupa e simplesmente vi um pedaço do fio ficar no chão. Sem acreditar no que via peguei o fio e me deparei com a realidade: ele tinha cortado o fio ao meio. Isso mesmo. Ferro com um pedaço do fio de um lado e tomada com o resto do fio do outro.

Tá, tudo bem. O ferro de passar já estava velho mesmo, já tinha caído no chão, já estava precisando ser trocado por um novo, isso só acelerou a compra do novo objeto.

Poucos dias depois descobrimos que o nosso querido Marley adora fios... Ele arrancou a tomada do aparelho de som. Ok, o som já não funcionava mesmo...

Mas então vieram os verdadeiros prejuízos: ele cortou o fio do telefone (que parou de funcionar), mastigou o cabo do monitor do computador (que não ligava mais).

A partir daí comecei a sentir na pele (e no bolso – ui!), os verdadeiros prejuízos que o Marley estava trazendo...

Além dos fios, ele ainda destruiu a sandália que eu mais usava, uma outra sandália rasteirinha, o meu chinelo, o chinelo da minha filha, o chinelo da minha irmã, estragou pedaços do chinelo do meu marido...

De vez em quando ele passa correndo com algo na boca e eu saio correndo atrás para ver o que é: roupa, chinelo, objetos diversos param na boca do Marley.

Na última consulta, o veterinário dele tentou nos acalmar dizendo que quando ele chegar aos dois anos de idade, ele deve diminuir com essas atitudes. Ah, que bom! Agora estou muito mais tranquila!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Primeiro banho

O primeiro banho do Marley foi no dia 15/11/2010, quando ele estava com 51 dias. Não é aconselhável dar banho num cachorro muito novo. E ao dar banho, é importante secar bem o filhote, não usar água muito fria e tomar cuidado com o vento para que o filhote não fique doentinho, resfriado...

O recomendável é dar banho no cachorro uma vez por semana. Nunca use sabão em pó, detergente de cozinha ou algo parecido.

Na hora de dar o banho, é importante também verificar se o local escolhido é seguro para evitar que o cão fuja ou caia. Se o banho for dado em um tanque não deixe o cachorro sozinho e tome cuidado porque ele pode tentar pular e, consequentemente, se machucar.
Como o cachorro deve tentar pular ou sair na hora em que for molhado (principalmente ao ter a cara molhada) deixe próximo apenas o que será utilizado no banho para que o cão não saia derrubando, sujando ou pegando objetos.
Não deixe de fazer a limpeza do ouvido do cachorro. Existem produtos específicos para isso que devem ser passados com a utilização de um pedaço de algodão.
                                     
Posso dizer que o Marley foi um cachorro muito calmo durante seu primeiro banho... Desde então ele toma um banho por semana.

O filhote



Marley chegou em casa pequenino. Calmo e brincalhão. Em sua primeira noite em casa chorou por várias vezes. Em sua primeira noite longe da mãe, do pai e dos irmãozinhos eu tive que deixá-lo dormir dentro de casa. Para ser mais exata, dentro do meu quarto. Afinal, como eu deixo uma coisinha dessa, tão fofinha ficar sozinha lá fora???

Quando ele chorava, eu colocava a mão para fora da cama e fazia carinho até ele adormecer. Depois ele acordava e eu repetia o gesto até amanhecer. Na segunda noite, ainda dormindo em casa, ele chorou menos e depois menos. Até se acostumar.

Já era então hora de dormir do lado de fora da casa. Na primeira noite gritou um pouco, mas depois acabou aceitando e hoje ele já sabe: quando anoitece e eu apago a luz de fora ele já vai procurar o cantinho para dormir.

Para ele dormir melhor eu coloquei um pano grande lá fora, já que o quintal é todo de cimento e deve ser pouco confortável dormir no cimento duro, né.



 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O começo...

Resolvi criar este blog: 1-Porque gosto muito de escrever; 2-Porque queria compartilhar as alegrias de ter um cachorro; 3-Porque queria compartilhar as tristezas de ter um cachorro; 4-Porque queria registrar momentos únicos que estou vivendo com ele, o grande responsável por este blog: Marley.

É isso mesmo o que você está pensando, Marley é um labrador.

"Nossa, que original!". Sei que é isso que vocês devem estar pensando. Praticamente todo mundo que adquiriu um labrador depois do livro e do filme (prefiro o livro!)  - "Marley e Eu", de John Grogan - colocou o nome de seu cachorro de Marley. Pois é, mas depois que eu li o livro, em 2007, ficava imaginando o quanto legal seria ter um labrador, de raça dócil e carinhosa, que ajuda ceguinhos,... Então decidi: um dia teria um labrador macho.


Sim, macho porque eu não gosto desse negócio de cachorra no cio, um monte de cachorro atrás... ah não, não mesmo. E já que o cachorro seria macho e seria um labrador, por que não se chamar Marley?

Pois bem, em outubro fui até um canil escolher o meu Marley. Ele era fofo, pequeno e brincalhão. Era o machinho amarelo maior do grupo. Pronto, estava escolhido. Agora era esperar ele fazer 45 dias para buscá-lo.

Porém antes disso, com exatos 42 dias, no dia 6 de novembro de 2010 o pequeno e aparentemente inofensivo cachorro foi para minha casa. Finalmente eu tinha meu labrador, macho, chamado MARLEY!

Era o começo das minhas alegrias, tristezas, sorrisos e lágrimas...